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Ninguém quer mais comprar computador, será o fim do PC?

A matéria abaixo é do New  York Times, sobra a realidade atual no que tange o comercio de computadores no formato tradicional o "PC" nos EUA, eles estão encalhando das prateleiras das loja e por consequência nos  distribuidores também,  tenho certeza que essa situação também é vivida aqui no Brasil, onde o PC já enfrentava forte concorrência dos Note e Net books e agora dos Tablets que chegaram para tomar de vez sua parcela nesse concorrido mercado. A pergunta é, e você ainda compraria um PC?. 

Matéria na integra logo abaixo.

Por um lado, o consumidor apertou o cinto após a crise de 2008. Por outro, esse mesmo consumidor foi correndo comprar um tablet. Some a esses dois lados a falta de inovação e temos aí os esses três fatores responsáveis pela notável queda na venda de desktops para pessoas físicas (não entram nessa conta PCs comprados por empresas).
 As duas maiores fabricantes mundiais de computadores pessoais, Hewllet-Packard (HP) e Dell, declararam que a desaceleração nas vendas ao consumidor nos primeiros meses do ano derrubou as receitas totais.
“O mercado de computadores continua bifurcado”, disse Leo Apotheker, presidente executivo da HP. “A queda acentuada em nosso segundo trimestre é maior do que havíamos antecipado.”
A HP disse que as vendas de PCs no último trimestre fiscal – que terminou em 30 de abril – caíram 5%, para US$ 9,4 bilhões. A queda de 23% nas vendas de computadores ao consumidor pesou muito mais para a companhia do que o aumento de 13% nas vendas para empresas.
A empresa anunciou aumento de 5% no lucro líquido no trimestre, para US$ 2,3 bilhões, ou US$ 1,05 por ação, contra US$ 2,2 bilhões, ou US$ 0,91, no mesmo trimestre, em 2010.
O faturamento durante o atual trimestre deve ser de US$ 31,1 bilhões a US$ 31,3 bilhões, abaixo das projeções dos analistas – que previam que ele fosse de US$ 31,8 bilhões. O faturamento do ano inteiro está fixado em US$ 129 bilhões a US$ 130 bilhões, com o lucro corrigido de pelo menos US$ 5 por ação, também abaixo das projeções.
Já para a Dell, as vendas de servidores, computadores e dispositivos de armazenamento para empresas continuou ajudando a compensar as fraquezas que têm assolado seu negócio de consumo nos últimos anos.
Brian Gladden, diretor financeiro da empresa, afirmou que as vendas de consumo foram ainda mais fracas do que a companhia esperava para o trimestre. Mas acrescentou que esse mercado responde por apenas 20% do faturamento total da empresa, “uma dinâmica que é realmente boa para nós”.
A Dell anunciou que no primeiro trimestre, o lucro líquido quase triplicou, de US$ 341 milhões, ou US$ 0,17 por ação, para US$ 945 milhões, ou US$ 0,49 por ação. O faturamento cresceu 1%, para US$ 15 bilhões.
E, ainda por cima, as duas empresas também sentiram o efeito dos desastres do Japão. A HP disse que esperava um golpe de US$ 700 milhões no segundo semestre de seu ano fiscal por conta da demanda reduzida por seus produtos, os custos mais altos de componentes e a necessidade de despachar seus produtos por ar e não por mar.
Executivos da Dell disseram que a empresa experimentou rupturas relativamente menores em sua cadeia de suprimento em consequência do terremoto e do tsunami no Japão durante o trimestre.



Por The New York Times
Por Verne G. Kopytoff e Laurie J. Flynn (NYT)
Tradução de Celso Pacionik
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