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O que é o cloud computing?

Nos últimos anos se há falado muito sobre o cloud computing, a nuvem, a mudança que isto significa na forma de desenvolver e gerenciar nossas aplicações… Mas o que é realmente o cloud computing?

 Por Gisela Torres Buitrago - CRV

As grandes empresas começaram a utilizar este termo para se referir àqueles serviços alojados na rede. Por isso, podemos dizer que a palavra nuvem seria equivalente ao que conhecemos como Internet.

 

Tipos de cloud

Na atualidade existem 3 tipos de nuvens:
  • Nuvens públicas: Trata-se daquelas que são administradas pelo provedor do serviço. A grande vantagem é que elas não requerem um investimento inicial para começar a serem utilizadas e não significam um gasto de manutenção para o cliente que a consome. Estas nuvens são compartilhadas com outros clientes dentro dos data centers do provedor.
  • Nuvens privadas: As nuvens privadas, diferentemente das públicas, são administradas pelo cliente para a obtenção um maior controle. Devido a isto, supõem um investimento inicial na infraestrutura já que esta será alojada on-premise, ou seja, nas instalações do cliente. Como vantagem principal, o cliente desfruta de uma nuvem de sua propriedade onde ele é o único que reside nela, embora os gastos de manutenção corram por conta do proprietário.
  • Nuvens híbridas: Por último, temos esta opção intermediária entre as duas nuvens anteriores. Embora digam que este tipo será o mais difundido no futuro, não está tão definido quanto o resto. A ideia principal delas é que o cliente possa manter o controle daquelas aplicações principais e delegar a administração nas que considere secundárias.

 

Tipos de serviços

Uma vez vistos os tipos de nuvens que existem, o que podemos fazer com elas?



 Dependendo da necessidade que precisemos satisfazer, existem diferentes tipos de serviços dentro do cloud computing:

  • Infrastructure as a Service (IaaS): O que este tipo de serviço nos oferece é a infraestrutura necessária para poder subir nosso entorno e, além disso, executar o software proprietário nela. Os dois pilares fundamentais são a computação e o armazenamento como serviço. Ocasionalmente, se faz referência a IaaS como HaaS (Hardware as a Service). Como exemplos deste tipo de serviços podemos mencionar GoGrid e Amazon EC2 (Elastic Compute Cloud)
  • Platform as a Service (PaaS): Quando falamos da plataforma dentro da nuvem, o serviço que nos oferecem é o entorno onde podemos exibir diretamente nossas aplicações. Os exemplos mais claros neste apartado são a plataforma Windows Azure por parte da Microsoft e Google App Engine.
  • Software as a Service (SaaS): O último serviço, e um dos mais conhecidos do mercado, são aqueles transformados em aplicações finais proporcionadas pelo provedor, prontas para serem usadas pelos clientes. Neste tipo de serviço temos assegurada a manutenção, o suporte e a disponibilidade do software. Dentro deste conjunto, podemos encontrar Microsoft Business Productivity Online Standard (BPOS) que trata de um conjunto de aplicações conhecidas em sua versão online como SharePoint Online, Exchange Online, Office Live Meeting y Office Communications Online. Outro grupo de aplicações dentro deste âmbito seriam Salesforce, conhecidos principalmente por seu CRM na nuvem, e Basecamp onde seu produto mais destacado é sua ferramenta de colaboração para projetos. 

 

Vantagens

Como vantagens deste modelo de administração e desenvolvimento podemos destacar a economia de custos como a mais importante, além da alta escalabilidade, credibilidade, assim como a abstração da manutenção do hardware, algo até agora novidade nas grandes empresas com seu próprio departamento de IT. Um dos conceitos que melhor define os entornos cloud é o termo Pay as you go, que significa que somente pagamos por utilização e não uma cota fixa mensal como, por exemplo, nos serviços de hosting tradicionais.
Por último, vale mencionar a agilidade com que dispomos destes serviços, conseguindo em questão de minutos uma posta em produção que poderia significar meses, em se tratando do processo tradicional on-premise.

 

Desvantagens

Se bem que é certo que as vantagens do cloud computing são dignas de serem consideradas, existem alguns pontos que podem ser cruciais à hora de dar o salto para a nuvem: Em primeiro lugar, existe a percepção de insegurança ao deslocar nossa informação fora de nosso alcance físico, o que pode manifestar um sentimento de vulnerabilidade. Para solucionar este "medo" entre os possíveis clientes, as grandes empresas do cloud dispõem de sistemas eficientes e de alta segurança para manter os dados a salvo de possíveis ataques.
Outro dos inconvenientes é a dependência de um provedor de Internet. Devido à localização dos serviços, estamos atados a esta necessidade, pelo que é recomendável dispor de uma segunda conexão no caso de falha da principal.
Embora cada dia menos, ainda existe certa imaturidade em alguns dos serviços oferecidos por falta de funcionalidade, em relação a produtos similares desenhados para satisfazer estas necessidades em servidores dentro do cliente.

 

Em resumo

Neste apartado tivemos a oportunidade de conhecer o conceito de cloud computing como a proposta tecnológica das grandes empresas para referir-se aos diferentes serviços alojados na Internet, bem como os diferentes tipos de nuvens disponíveis no mercado. Além disso, enumeramos os tipos de serviços disponíveis atualmente e como algumas empresas já os oferecem ao público. No artigo seguinte veremos como a plataforma Windows Azure se encaixa dentro do cloud e quais são os serviços disponíveis e futuros conhecidos.
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