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Brasil e Japão firmam parceria cientifica e tecnologica

Nenhum país pode mais se dar ao luxo de fazer ciência sozinho, nem mesmo aqueles que há muitos anos estão entre as maiores economias do mundo, como Estados Unidos ou Japão. Para Michiharu Nakamura, presidente da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia (JST), as colaborações internacionais são cada vez mais importantes e necessárias para o desenvolvimento científico e tecnológico.

Em busca de potenciais parcerias para o intercâmbio científico, Nakamura chefiou uma delegação que visitou a FAPESP, o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e outras instituições no Estado de São Paulo de 15 a 17 de julho. 



Na FAPESP, os executivos da JST foram recebidos por Celso Lafer, presidente, José Arana Varela, diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo, e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico.

“Consideramos a FAPESP um parceiro potencial importante com quem queremos trabalhar conjuntamente”, disse Nakamura. Em março deste ano, Lafer liderou uma delegação a Tóquio que se reuniu com os dirigentes da JST e a visita de Nakamura dá continuidade à aproximação entre as agências. FAPESP e JST deverão realizar um encontro sobre propriedade intelectual ainda em 2013.

“Pesquisa é uma atividade que demanda muito tempo e risco. Nem sempre dá os resultados esperados ou mesmo um resultado significativo. Os países têm que se unir para fazer pesquisa conjuntamente e é esse um de nossos principais objetivos na JST: a criação de um ecossistema global de inovação. Queremos globalizar a P&D (pesquisa e desenvolvimento)”, disse Nakamura.

“No Japão, temos um número elevado de pesquisadores de alto nível, mas, ainda que alto, é um número insuficiente. Além disso, consideramos fundamental a ‘circulação de cérebros’ e a construção de redes profissionais, por isso encorajamos os cientistas japoneses a trabalhar em conjunto com colegas de outros países”, disse.

“O Brasil é um país muito importante para o Japão. É também, apesar da distância geográfica, um país muito próximo, por conta da emigração de japoneses para o Brasil no século 20 e das relações históricas entre os países. Temos programas de pesquisa em conjunto com o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e, desta vez, viemos ao país para conhecer melhor o sistema de ciência, tecnologia e inovação em São Paulo em busca de potenciais parcerias”, destacou.

Nakamura explicou que, além das cooperações bilaterais, a JST passou recentemente a apoiar programas de pesquisa multilaterais – com o envolvimento de pesquisadores de três ou mais países.

“Um exemplo é o programa e-ASIA, que reunirá 18 países para lidar com questões globais como mudanças climáticas, doenças infecciosas, nanotecnologia e outras. Também vamos participar do Belmont Forum, no qual estaremos juntos com a FAPESP.


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